quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ciclo da Vida e da Morte (Gn 3.1-15)










PARTE1 INTRODUÇÃO

Muitos estão por ai dizendo que o homem é um produto do acaso, um animal sem qualquer nephesh(alma), todos nós estaríamos aqui sem qualquer sentido ou propósito e quando morrermos nosso corpo volta ao pó, mas sem qualquer nephesh para voltar a Deus.

No entanto, não é assim que a palavra de Deus nos informa a respeito de nossas origens. Não importa o quão figurado estejam as palavras narradas no livro de gênesis, nós podemos entender claramente que o homem foi criado.

Ele foi colocado na Terra para certos propósitos, mostrando que nossa existência tem sentido, assim como todas as outras coisas criadas.

Tudo foi colocado de forma perfeita, sem qualquer tipo de corrupção ou privação do bem. O homem era a criatura mais perfeita entre todas as outras. Ele tinha o nephesh do Criador, que o tornava semelhante a Deus em termos de moral, consciência e sentimentos, coisa que nenhum outro ser vivo teve e não tem.

O homem era representante da raça humana. O seu nome era chamado Adão que significa humanidade. Ele era nosso representante e isso nos mostra que qualquer um que estivesse ali no lugar dele, agiria conforme ele agiu.

Ali, no jardim, dentro daquela região chamada Éden, palavra que significa "prazer" era um ciclo de vida... vida perfeita... vida com comunhão com o Criador, vida de prazer.

mas com uma escolha...

Para mostrar nossa liberdade dentro daquele reino, Deus nos deu uma escolha.

A escolha que tivemos era de obediência ou desobediência ao Criador.

Se Deus colocasse todas as árvores e dissesse que poderíamos comer de todas, não haveria escolha e, portanto, não haveria liberdade.

Mas Deus colocou outra árvore. Temos que tirar qualquer misticismo na chamada “arvore do conhecimento do bem e do mal” e muito menos nos preocuparmos com o tipo de fruto. As Escrituras não informam qual era. A maça é simbolo de tentação, no entanto, não expressa o sentido correto, pois a desobediência nunca foi ligada a sexo. Pelo contrário, o relacionamento sexual foi ordenado por Deus para o homem desde sua criação(Gn 1.22) e faz parte do ciclo da vida que Iahweh tinha para a humanidade. Não havia nada de sobrenatural no fruto. Tudo isso é secundário.

O que Deus nos ensina aqui é que a árvore que representa a escolha era proibida, mas que o homem tinha a liberdade para ir contra o preceito, se assim o quisesse.

O homem então está um estado probatório. Se o fruto fosse pego, a desobediência, a rebeldia e a morte seriam escolhidas pela raça humana, e o ciclo da vida, o ciclo do Éden, o ciclo do prazer estaria quebrado. A humanidade pediria o divórcio para aquele que o amava, no entanto, a humanidade talvez não entendesse que a vida pertencia ao Criador. Quebrar o ciclo da vida significava afastamento daquele que tem vida em si mesmo e que doava com com ela toda a perfeição que dele mesmo provinha.

Como poderia o ser humano separar daquele que lhe dava todo o prazer e daquele que desejava que ele vivesse sem qualquer tipo de privação do bem? Mesmo assim, por motivos que Deus tenha e que são suficientes pra Ele, a liberdade foi dada para que a humanidade pudesse escolher o que quisesse.

Então, o ciclo da vida foi quebrado. Com a interferência do anjo caído que semeou a dúvida e a desconfiança no coração da humanidade, o homem se rebelou.

Com certeza, não sabemos como foi o sentimento no coração do amado Criador. Aquela traição o entristeceu, mas o que seríamos de todos nós se esse amado criador, não fosse dono de uma graça tão maravilhosa, tão abundante e tão rica que nos apresenta um novo ciclo de vida, um novo ciclo do Éden.

4 comentários:

Unknown disse...

eis aí aí o mano DOM ERMEÇON

Fábio Henrique disse...

Mano, mais uma vez quero parabenizá-lo. Precisamos atentar para a dutrina da antropologia bíblica, pois ela tem muito s nos ensinar. Precisamos olhar para o homem a partir da criação, queda e redenção, e creio que vc pontuou teologicamente estes ponto.

Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria disse...

Mano, que bênção de Blog, que Deus continue a usar-te para Glória dEle.

Anônimo disse...

Parabenizo nosso querido irmão Emerson pelo excelente trabalho,o qual só vem acrescentar nossos conhecimentos além de contribuir para minahs aulas de Ensino Religioso.